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Provavelmente um dos desafios mais difíceis na vida de um empreendedor é a construção, manutenção e desenvolvimento de um grande time de pessoas talentosas. Ao mesmo tempo sabemos que ter as melhores pessoas, pode decidir o futuro de uma empresa, tanto para o sucesso quanto para o fracasso. Diante disso, por que as startups costumam errar justamente neste ponto?

Trabalhando com diferentes startups, conseguimos compartilhar alguns insights do porquê disso acontecer.

É importante lembrar que startups estão em um círculo muito parecido quando se trata de pessoas: mercados parecidos, perfis de pessoas parecidas, desafios parecidos. Mas ainda assim, existem algumas empresas que todos os bons talentos, ou apenas os melhores, querem trabalhar. E por que? Qual é o segredo dessas empresas? Vamos trazer aqui sete erros comuns que startups cometem em RH e algumas dicas de como evita-los para construir uma empresa em que as pessoas querem fazer parte.

#1 Sua visão é ganhar dinheiro

Por que você precisa ter uma Visão e o que é isso?

Visão é como um norte. Um ideal, um sonho que um dia você enquanto empresa quer alcança. Você ainda não sabe como, mas sabe o que e onde quer chegar.

Ter uma visão bem definida é extremamente importante para mostrar às pessoas porquê elas deveriam trabalhar com você. As pessoas querem fazer parte de algo grande e não só bater o ponto de oito horas diárias. Ter uma visão que inspire, que mude algo no mundo é compartilhar os seus sonhos com as pessoas que trabalham com você. Mas lembre-se: não adianta ter uma visão muito clara e definida se ela não é bem comunicada. Invista tempo em comunicar muito bem a visão da sua empresa e como todos juntos podem alcança-la. Inspire as pessoas com o seu sonho. Torne-o tangível e alcançável comunicando o andamento dele regularmente. E claro, crie uma visão que seja possível de alcançar, que faça sentido as pessoas lutarem por ela.

#2 Os valores da sua startup são apenas quadros na parede

Missão, Visão e Valores são três ferramentas básicas para guiar o seu planejamento estratégico. A missão de uma empresa é algo que todo funcionário precisa saber dizer em menos de três segundos. Afinal, é por ela que todos trabalham (ou deveriam trabalhar) o dia todo. Finalmente, os valores é o segredo para a sua empresa ter uma cultura forte. A cultura forte existe somente se os valores são realmente vividos no dia a dia. Muitas empresas comunicam muito bem os valores pelas paredes, mas na verdade não os seguem no dia a dia.

Não viver os valores fundamentais não só anula o seu propósito, mas também faz com que os seus funcionários não te deem ouvidos quando se trata de algo grande. Traga os seus valores à vida o mais rápido possível. Reconheça e recompense pessoas do time que os vivem e os seguem verdadeiramente. E só porque são valores não quer dizer que não podem mudar. Eles mudam sim. Certifique-se de atualizar e refletir sobre os valores e o que faz sentido para a sua empresa ao longo do tempo.

#3 O employer brand da sua startup não existe

Você já se perguntou por que existem algumas empresas que todo mundo quer trabalhar, às vezes até sem conhecê-las? O segredo é: eles já ouviram falar dessas empresas, de alguma forma. E isso acontece pelo Marketing de RH, também conhecido como marca empregadora ou employer branding. A marca empregadora pode se fortalecer de forma bastante simples: pessoas que interagem com pessoas são evangelista de uma marca. Se você gosta de algo, tende à falar bem disso para as pessoas ao seu redor, certo? O mesmo acontece com as empresas. Se a empresa oferece uma experiência incrível (em todos os sentidos) para os seus funcionários, é muito mais fácil esses funcionários falarem bem dessa empresa onde for. Mas não só isso. Invista tempo e dinheiro em comunicar muito bem o que a sua empresa oferece às pessoas. Entenda onde o seu público está e crie experiências para que essas pessoas conheçam a sua marca. Pode ser por meio de uma página de carreiras, um vídeo institucional, participação em eventos, presença em redes socias, enfim. Os canais existem, basta explorá-los.

#4 Você não tem uma pessoa cuidando do seu RH

É muito comum que nos primeiros anos de uma startup todo mundo faça tudo, inclusive a contratação das pessoas, desenvolvimento e tudo que um time de RH é capaz de fazer. E isso passa a ser insustentável até que as startups começam a enfrentar sérios problemas organizacionais. Ter uma pessoa responsável e focada em trazer as melhores pessoas para o time é a forma mais fácil de não ter problemas no futuro. Além disso, o RH ou a pessoa responsável pelo RH precisa ter competências para garantir a satisfação geral das pessoas, cuidando delas e provendo melhorias em seus desempenhos.

Em que momento eu preciso ter alguém cuidando do meu RH? O coreto é a partir do segundo funcionário contratado, ou seja, quanto antes melhor. Algumas empresas têm um gerente de RH para 50 pessoas e depois vão aumentando o time, como alguém para desenvolvimento, engajamento, etc.

#5 Você tem um time de líderes com pouca experiência

Existe um momento comum na vida de um time que é quando ele cresce e precisa de um líder. É comum também em startups o líder do time ser aquela pessoa que está há mais tempo na empresa. Afinal, ela já conhece a operação há bastante tempo, sabe quais são as regras do jogo… “ela é a melhor pessoa”, você pensa. Antes de confirmar essa promoção volte uns passos atrás: compare essa pessoa a outras do mercado, ela é realmente a melhor para a posição? Essa pessoa vai conseguir crescer neste papel antes de outras entrarem no time? Se a resposta for “não” para as duas perguntas, pare.

Por que é importante ter bons e experientes líderes?  São os líderes que aproximam os time dos clientes. Eles aproximam seus funcionários a você. Se ele falha nessas duas ações, todo o time falha. Por isso é tão importante ter um ótimo time de líderes ou então ter um ótimo programa de desenvolvimento. Contrate pessoas que tenham tido sucesso em gestão de pessoas. Explore o mercado. Não tenha pressa.

#6 A cultura da sua startup é apenas lanches grátis e uma mesa de ping-pong

O que é a cultura de uma empresa? Cultura basicamente é como as pessoas vivem os valores da empresa somado aos seus comportamentos. Os fatores que contribuem para a cultura são a visão, valores fundamentais, regras e normas, crenças, hábitos, forma de trabalhar, dia a dia. Ou seja, um emaranhado de coisas. Não é somente a mesa de ping-pong ou os lanches free, tampouco os quadrinhos na parede. Certifique-se que os valores e o que você espera das pessoas esteja muito claro e muito vivo no dia a dia da empresa.

Esses são alguns dos erros que algumas startups cometem no início de suas vidas. É normal cometer erros, porém tem alguns que são muito difíceis de reverter cenários. Cuide desses erros. Faça certo desde o início.

Como está a gestão de pessoas na sua startup? Você se identificou com algum tópico? Conte pra gente. 🙂

A Hug é uma consultoria especializada em ajudar startups que estão em fase de crescimento a atingirem seus objetivos colocando pessoas em primeiro lugar. Saiba mais.

Um dos maiores motivos de fechamento das startups é a falta de uma boa equipe, segundo um levantamento feito por uma consultoria norte-americana.

Daiane Andognini, CEO e fundadora da Hug Consultoria fala sobre os desafios de uma startup em montar um bom time para alcançar resultados.

Confira a matéria completa no link abaixo com dicas de como garantir um time adequado às necessidades da sua startup.

Fonte: PME – Principal dificuldade de startups no início do negócio é montar equipe

Um estudo desenvolvido em pelo CB Insight, instituto de pesquisa de Nova Iorque, apontou os principais motivos porquê as startups falham. Seu objetivo era mostrar dados sobre os principais erros cometidos pelas startups que falharam e com isso ajudar as novas a não falharem mais, ao menos não pelos motivos recorrentes.

Esse estudo foi realizado com mais de 100 startups em 2013 e elencou os 20 principais fatores do porque as startups falham. Entre eles, os três primeiros são: 1- possuem um produto que o mercado não quer comprar, 2- por má gestão financeira  e em terceiro lugar por dificuldades em Gestão de Pessoas:  baixa motivação, baixa capacidade de entrega e falta de visão comum.

Apesar dos motivos já serem conhecidos e existirem ferramentas para reduzir o risco de falhar, o empreendedor que está nos primeiros anos do negócio precisa escolher onde vai colocar sua energia para a empresa dar certo, geralmente iniciando por vendas e produto. A medida que a empresa evolui ele passa a dar atenção as outras áreas da empresa e é geralmente nessa fase que o gestor fica mais atento a perceber e questionar sobre gestão de pessoas. Esse tema passa a ser discutido nas conversas formais, no happy-hour de sexta-feira ou em qualquer momento dentro ou fora do local de trabalho.

No momento que o tema Pessoas começa ser olhado de maneira mais estratégica pela organização, e melhor, quando o CEO particularmente coloca mais energia nisso, a empresa já pode começar a desenvolver uma estrutura voltada a pensar Gestão de Pessoas de maneira mais estratégica, seja na atração de talentos, nos programas de treinamento, no plano de carreira entre outros projetos. O primeiro passo é definir um ownership para área, seja interno ou externo, que irá cuidar de gestão de pessoas e a partir disso traçar planos de metas, definir métricas e indicadores de perfomance a serem alcançados pela área.

É fácil? Não tanto quanto parece, mas é importante começar! De maneira simples, tirando lições aprendidas em cada ciclo e evoluindo continuamente. A medida que o tempo passa  a empresa vai adquirindo mais experiência, compreende melhor e evolui o seu modelo de gestão de talentos – que é único e cada uma tem o seu.